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sábado, 2 de abril de 2011

CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Público alvo: Alunos da educação infantil, lº ao 5º ano.
Período: 01/09 a 20/11/.............
Culminância: 20/11/1........
Recursos Didáticos: Revistas, jornais, lápis de cor, músicas, murais, filmes, vídeos, slides, retro-projetor.
Recursos Humanos:
Alunos da Ed. Infantil, lº ao 5º ano, professores e demais funcionários da escola.

INTRODUÇÃO

A educação brasileira vem passando por inúmeros desafios, que vão desde a má qualidade do ensino ao desinteresse dos alunos e professores. Outro problema encontrado nas escolas é a indisciplina, que vem crescendo devido a vários fatores sociais e econômicos verificados nas famílias dos educandos e a dificuldade da escola cumprir com seu papel social e acadêmico.
A escola como detentora dos saberes acumulados é legitimada pela sociedade como instituição necessária à vida social do indivíduo, vê-se num momento histórico de transformação e adequação.
Nas aulas, principalmente de História, é importante perseguir a meta de conhecer nossas origens e nossas raízes, é preciso buscar sedimentar nossa identidade ainda inconclusa. O professor consciente de seu papel revolucionário será o baluarte da transformação de seus alunos fazendo-os seres pensantes e responsáveis por suas atitudes, pela ação nas mudanças necessárias.
De acordo com o professor Paulo Freire é preciso descolonizar as mentes, a fim de que o nosso jeito de ser e a nossa cultura possam ser valorizados.
Para que essas transformações ocorram de fato, foi instituído pelo governo na educação brasileira, como conteúdo obrigatório nas escolas, o ensino da cultura afro-brasileira e africana, instituída pela lei 10.639, de 09 de janeiro de 2003, que passou a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B estabelecendo que nas unidades de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, incluindo o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

JUSTIFICATIVA

Será que conseguimos reconhecer em nós mesmos tendências para o preconceito? Por exemplo, tiramos conclusões a respeito da personalidade duma pessoa com base na cor da pele, origem étnica ou tribo – embora não a conhecemos? Ou conseguimos avaliar cada pessoa segundo suas qualidades únicas?
O preconceito começa na escola, mas é a própria escola que tem a responsabilidade de acabar com tal discriminação. Ter preconceito significa criar algo imaginário, diversos conceitos e opiniões antes de conhecer a realidade.
O preconceito nasce quando certo grupo ou indivíduo defende com unhas e dentes sua identidade como sendo a única e legítima.
A outra não é válida por ser diferente. Nas escolas devemos ensinar que cada etnia tem suas características, especificidades. Cada um deve valorizar a sua, todos tem sua importância e que ninguém é melhor do que o outro, e até mesmo a própria constituição brasileira no art. 5º diz: “todos são iguais perante a lei”.
A escola tem o papel fundamental no combate ao preconceito porque participam da formação das crianças como cidadãos.
Por este motivo, as escolas devem estar sempre preocupadas em não reproduzir estereótipos, que podem ser definidos com rótulos usados para qualificar genericamente grupos raciais, étnicos ou de sexos diferentes.
O primeiro trabalho a ser feito é com o próprio negro, valorizando sua cultura. E afirmando que negro é gente, é pessoa, é filho de Deus. Com a colonização no Brasil, quando o negro veio para cá como escravo, ele era considerado como bicho.
Ele apenas veio por uma questão de mão-de-obra, de exploração da riqueza. Então isso ficou passando de geração em geração, tanto que o negro, quando chegou, foi marcado com ferro, como se marca animal, com a marca do dono, do senhor do escravo.
Como se servisse só para trabalhar; para ser escravo, para exploração.
Também aconteceu isso com o índio. De forma diferente, mas acontece muita discriminação. Ele é considerado selvagem, bicho.
Diante da difícil conjuntura da política nacional e mundial, em que pessoas fazem de tudo para enriquecer e manter a superioridade, deixando de lado os bons costumes e os princípios de justiça e honestidade que regem as ações do ser humano faz-se necessário resgatar os bons exemplos existentes em nossa sociedade.
Assim, a escola é o local ideal para se promover reflexões e ações que permitem o resgate desses princípios e o estudo da formação cultural brasileira, enormemente influenciada pela cultura africana, objeto principal desse projeto.

OBJETIVOS

Objetivo Geral:

Resgatar os bons costumes e princípios básicos de justiça e honestidade que regem as relações entre alunos, professores e sociedade em geral e promover a reflexão e o conhecimento da diversidade cultural presente em nosso espaço social e principalmente na comunidade em que estamos inseridos através do estudo da cultura afro-brasileira.

Objetivos específicos:

Proporcionar aos educandos a reflexão acerca da realidade social, política e cultural de nossa sociedade.
Criar ambiente de discussões e estudos sobre o preconceito, o racismo, a corrupção e demais maus exemplos tão em evidência em nosso meio.
Estudar a cultura afro-brasileira e africana, suas influências e contribuições para a sociedade brasileira.
Diminuir a violência e discriminação escolar;
Oportunizar momentos de reflexão sobre as boas condutas sociais;
Realização de atividades práticas sobre o tema em diversas mídias;

METODOLOGIA

Confecção de panfletos sobre a discriminação racial.
Análise de obras de arte afro-descendente.
Utilização e difusão de jogos de origem africana (kalah).
Apreciação, análise e discussão de vídeos e filmes sobre os negros. Filmes como: Kiriku, Narciso rap Um grito de liberdade, Vista minha pele, A princesa e o sapo entre outros;
Audição, canto, leitura e interpretação de letras de músicas da cultura afro-brasileira e africana.
Produção de poesias e charges sobre o tema.
Criação de histórias em quadrinhos abordando aspectos da cultura afro-brasileira.
Os alunos realizarão leitura de mensagens no início de cada aula, retiradas da Internet, revistas, jornais ou criadas por eles próprios.
Pesquisas bibliográficas feitas em sala de aula.
Divulgação de mensagens nos murais da escola através de cartazes.
Pesquisas bibliográficas feitas em sala de aula.
Questionários para serem aplicados a fim de verificar a opinião e identificar se existem preconceito e racismo no ambiente escolar.
Audição de músicas de várias épocas e de povos diferentes, onde a temática são os valores morais. Tais músicas serão interpretadas e poderão ser encenadas através de teatros e danças.

Língua Portuguesa:

Para mostrar a influência dos falares africanos no Brasil, usar as palavras de origem africana já incorporada ao nosso vocabulário.
- Utilização na sala de aula de lendas africanas e histórias que tratem de diversidade.
- Utilização de livros como Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, O Pássaro-da-Chuva, de Kersti Chaplet, e o gibi Zumbi dos Palmares (produzido em 2001 pela Editora Lake é distribuído gratuitamente) para atividades de leitura e escrita. Outras histórias da nossa literatura, como Histórias da Preta, o Menino Nito, Ana e Ana, Tranças de Bintou, Bruna e a Galinha de Angola permitem o contato com as culturas afro-brasileiras e africanas, com personagens negras representadas com qualidade e beleza.
Familiares dos alunos afro-descendentes podem ser convidados para contar histórias de sua vida, informações que serão transformadas em texto.

Artes:

- Trabalho com conceitos de arte abstrata e geometrismo, danças, mitos e adereços e máscaras, relacionando essas produções às manifestações artísticas do continente europeu.
O desafio é não resvalar no preconceito nem cair no encantamento do exótico.

Educação Física:

- Utilização de jogos como o kalah. Contar a história do jogo e os valores da cultura africana presentes em cada um.

Ciências:

-Trabalho sobre a evolução das espécies, esclarecendo que biologicamente todos os seres humanos são parecidos e que as pequenas diferenças físicas não interferem na capacidade intelectual. Lembrar que segundo os cientistas a África é o berço da humanidade.

História:

- Comparação do modo de vida do negro no nosso país, com a época da escravidão nos quilombos e nos dias de hoje.
-Análise no mapa dos remanescentes quilombolas.
-Filme: Invicto.
-Vídeo: Documentário sobre os Quilombolas de Conceição da Barra.

Atualidade:

- Miséria, epidemias e guerras civis existem hoje nos diversos países da África. Mas também estão presentes em outros lugares. Usando notícias de jornal e livros, discutir com as turmas as guerras civis em Angola e em Ruanda, a fome e a epidemia de Aids.

Geografia:

- Localização em mapas os diversos povos que vieram para o Brasil e as riquezas de cada região, principalmente as minas de ouro e diamantes, para a turma entender os motivos da exploração.
- Na fala sobre os diversos povos, é possível destacar as contribuições de cada um para a economia do Brasil Colônia.

Educação Infantil:

- Pesquisa em jornais e revistas das palavras: Trabalho, escravo, Brasil, Portugal e África.
- Identificação de palavras pesquisadas através de caça-palavras
- Leitura do texto “Zumbi pensava diferente”
- Observação do mapa mundi para localização do Brasil, África, Portugal.
- Decomposição da palavra PALMARES para formação de novas palavras.
- Roda de conserva enfocando a diferença entre o dia 13 de maio e o dia 20 de novembro
- Tentativa de escrita de palavras.
- Registro de numerais comparando quantidades.
- Exploração do calendário mensal.
- Exploração do calendário anual com observação de datas que marcam a história de negro.
- Construção de um glossário com palavra de origem africana.
- Rodas de conversa enfocando a irmandade dos homens, que todos somos iguais.
- Exposição de ervas presentes principalmente na cultura afro.
- Contagem de número de letras das palavras.
- Localização identificando distâncias: Perto longe a partir da fala do narrador ao afirmar que os negros cativos vinham de muito longe.
- Pesquisa de gravuras ou fotos que demonstrem atos fraternos entre brancos e negros.
- Audição da música : Canto da três raças (Clara Nunes), Dia de graça (Candeia), Mão de Limpeza (Gilberto Gil), Retrato em Claro e Escuro (Racionais), Sorriso Negro (Dona Ivone Lara), entre outros.
- Exploração de sons afros: tambor, atabaque, berimbau.
- Ilustração da História Tempo de Escravidão (através de pintura com guache)
- Confecção de fantoches com perfil afro;
- Construção de retrato étnico da turma: produção de mural com fotos e frases que traduzem as características étnicas e culturais das crianças;
- Formação de painel coletivo com personalidades negras que alcançaram a fama;
- Construção de maquete de um quilombo;
- Confecção de chocalhos, atabaque e berimbau.
Literatura: Sugestões de histórias: O ratinho branco e o grilo sem Asas; Menina bonita do laço de fita e a lenda do Negrinho do Pastoreio.
Filme: Rei leão

ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

Os instrumentos a serem utilizados para este fim se baseiam na observação e no planejamento, envolvimento e organização dos trabalhos realizados pelos alunos durante o período do projeto e mudança da postura em relação à aceitação do diferente.

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