sexta-feira, 19 de outubro de 2012

sistema solar


quinta-feira, 5 de julho de 2012

texto


 TEXTO
Sinais de Pontuação (Conto de João Anzanello Carrascoza)
Pontos de Vista
Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.
— Esta história já começou com um erro — disse a Vírgula.
— Ora, por quê? — perguntou o Ponto de Interrogação.
— Deveriam me colocar antes da palavra "quando" — respondeu a Vírgula.
— Concordo! — disse o Ponto de Exclamação. — O certo seria:
"Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".
— Viram como eu sou importante? — disse a Vírgula.
— E eu também — comentou o Travessão. — Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.
— E nós? — protestaram as Aspas. — Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.
— O mesmo digo eu — comentou o Dois-Pontos. — Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.
— Estamos todos a serviço da boa escrita! — disse o Ponto de Exclamação. — Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão como agora!
— Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase — disseram as Reticências. — Ou dar margem para outras interpretações...
— É verdade — disse o Ponto. — Uma pontuação errada muda tudo.
— Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" — disse o Ponto de Interrogação — é apenas uma pergunta, certo?
— Mas se eu aparecer no seu lugar — disse o Ponto de Exclamação — é uma certeza: "A guerra começou!"
— Olha nós aí de novo — disseram as Aspas.
— Pois eu estou presente desde o comecinho — disse o Travessão.
— Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois — disse o Ponto e Vírgula. — E aí entro eu.
— O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz — disse a Vírgula.
— Então, que nos usem direito! — disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

substantivos


Substantivo

Substantivo é a palavra que dá nome aos seres, indicando pessoas, lugares, sentimentos, estados, qualidades, ações. Os substantivos classificam-se em:

» Comum - é aquele que indica um nome comum a todos os seres da mesma espécie: terra, futebol, criança.

» Próprio – designa nome de pessoas, cidades, países, etc.: Maria, Brasil, Belo Horizonte, Terra.

» Simples – formado por uma só palavra: barriga, couve, pé, roupa.

» Composto – formado por duas ou mais palavras: guarda-noturno, guarda-roupa, pé-de-moleque.

» Primitivo – a partir dele se formam outros substantivos: mar, pedra, terra, barba.

» Derivado – é aquele que se forma a partir de outro substantivo: maresia, pedreiro, terreiro, barbeiro.

» Concreto – é aquele que indica seres reais ou imaginários, cuja existência é próprio, independente de outros: mar, Deus, saci, mulher, casa, caneta.

» Abstrato – é aqueles que indica seres de natureza dependente, ou seja, sua existência está ligada a nossa consciência apenas: amor, verdade, ódio, saudade, sensatez, mentira.

» Coletivo – indica um conjunto de seres da mesma espécie, embora estando no singular: cardume (conjunto de peixes), enxame (conjunto de abelhas), quadrilha (conjunto de bandidos).

Relação de alguns substantivos coletivos

Assembléia – de pessoas reunidas, de parlamentares

Acervo – de obras de arte

Alcatéia – de lobos

Antologia – de textos

Arquipélago – de ilhas

Atlas – de mapas

Arsenal – de armas, munições

Banda – de músicos

Bando – de aves

Batalhão – de soldados

Biblioteca – de livros

Cacho – de frutas

Chusma – de pessoas em geral

Colméia – de abelhas